sexta-feira, 29 de abril de 2011

quase mais nada a dizer....

Enquanto os odores da cidade são trazidos por uma brisa suave,penso.No início tudo parecia tão distante, o inalcançavel sonho,hoje,se torna um pesadelo que penetra minhas visceras com lanças afiadas.Tudo se foi,e agora oque vejo é uma cortina branca,como uma neblina espessa,impenetrável distorcendo os contornos do meu passado.As ideias aparecem como estrelas cálidas sob o grande manto negro da noite,porém desta vez,quem irá fazer o essencial?Quem irá apontar os buracos,fechar as janelas e apagar as luzes ao sair?Tudo se foi e eu continuo abrindo a geladeira em busca de soluções mas tudo oque encontro é o velho presunto mofado esquecido pelo tempo,cuspindo de forma implacável seus odores putrefatos, e, como quase tudo na vida,apenas fecho a porta rapidamente e esqueço a presença do problema indesejável.Nada é resolvido por si só,caso o contrário não existiria um espaço em branco abaixo de cada pergunta.O que é mais difícil?Viver em uma queda de braço com o mundo,cujo os principais combustíveis são o ódio e a ignorância,ou simplesmente deixar-se ser mutilado progressivamente,vestir a máscara,entrar na fila para o abate?

B.Germano.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

M.Page..

Eu tenho a maldição da razão;sou pobre,solteiro,depressivo.Há meses reflito sobre a doença de refletir demasiadamente e estabeleci com toda a certeza a correlação entre a minha infelicidade e a incontinência da minha razão.Pensar,tentar compreender nunca me trouxe nenhum benefício,mas,ao contrário,sempre atuou contra mim.Refletir não é uma operação natural e fere,como se revelasse cacos de garrafa e arames farpados misturados no ar.Eu não consigo deter o meu cérebro,diminuir o seu ritmo.Sinto-me como uma locomotiva,uma velha locomotiva que se precipita nos trilhos e que não poderá jamais parar,porque o combustível que lhe dá a sua potência vertiginosa,o seu carvão,é o mundo.Tudo o que vejo,sinto,escuto se engolfa no forno do meu espírito e o impele e faz funcionar a pleno vapor...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Extremamente alto & Incrivelmente perto-Jonathan Safran Foer


Nunca,em toda minha vida,encontrei um equilíbrio tão perfeito entre o cômico e o trágico,como o demonstrado nesta obra-prima.Através de Oskar(um garoto de 9 anos incrivelmente dotado intelectualmente),o autor esculhamba os vícios e futilidades da sociedade o qual vivemos nossos dias,com  parágrafos taquilálicos,desprovidos de vírgulas e extremamente compridos que lembram muito os autores da geração "beat", como Jack Kerouac.Contudo,além das sacadas gêniais,existe um extravazamento dos sentimentos crus e inocentes que todos nós escondemos de si mesmos,como o amor incondicional demonstrado pelo protagonista por seu pai.Extremamente alto & incrívelmente perto é muito mais do que boas risadas,é um grito desesperado dos nossos sentimentos,que são reprimidos e dilacerados pela forma mecânica e linear o qual vivemos nossos dias,sem ao menos nos darmos conta que uma simples despedida poderá se tornar um último adeus...

B.Germano.

Um começo nem tão badalado...

Finalmente,tomar vergonha numa cara barbada e marcada pela acne não é coisa que se faça todos os dias,mas as vezes acontece.Imagino que ninguém, a não ser meus contatos íntimos(mas não tao íntimos assim) irá usufruir essa sem vergonhice de texto escrito por uma pessoa que nunca escreveu nada além de cartinhas infrutíferas para o pólo norte.Sem falar,é claro,na gramática aqui empregada,que é de arrepiar os pelos do cú de qualquer um que entenda um pouquinho de língua portuguesa.Para esses e aqueleles basta apenas dizer aquele "aiiiiiii" bem comprido frente à muita cagada gramatical que está por vir...
Enfim,  críticar e ser criticado,xingar e ser xingado!Seja sobre filmes,livros ou linhas de pensamento a grande intenção é compartilhar a avalanche de pensamentos que,diariamente,assolam o cérebro de um hiperativo...
Um abraço
Espero que gostem...