terça-feira, 26 de julho de 2011
C.S
Acredito que temos sorte de este ser um tempo em que há fotos da Terra tiradas do espaço disponíveis por aí.Olhamos para elas nas previsões do tempo do telejornal e nem paramos para pensar que coisa extraordinária elas são.Nosso planeta,a Terra,nossa casa,o lugar de onde viemos,visto do espaço.E,quando olhamos para ela do espaço,acho que fica imediatamente claro que é um mundinho frágil,minúsculo,extremamente sensível às depredações por seus habitantes.É impossível,creio,não olhar para esse planeta e pensar que o que estamos fazendo é uma garnde besteira.Estamos gastando 1trilhão de dólares todo ano,no mundo todo,em armamentos.Um trilhão de dólares.Um visitante de outro lugar qualquer-o lendário extraterrestre inteligente-que chegasse à Terra e perguntasse o que temos feito,e encontrasse tamanhos prodígios da inventividade humana e proporções tão enormes da nossa riqueza não apenas à um método de guerra,mas à um método de destruição global em massa,um ser assim com certeza deduziria que nossas perspectivas não são lá muito boas e talvez seguisse para algum outro mundo mais promissor.Quando olhamos para a Terra do espaço,uma coisa chama a atenção.Não há fronteiras nacionais visíveis.Elas foram postas ali,assim como o equador,o trópico de câncer e o trópico de capricórnio,por seres humanos.O planeta é real.A vida que está nele é real,e as separações políticas que expuseram o planeta ao perigo são de fabricação humana.Não foram entregues no alto do monte sinai.Todos os seres deste mundinho são mutuamente dependentes.É como viver em um bote salva-vidas.Respiramos o ar que todos os russos,zâmbios,tasmanios e gente de todo o planeta já respirou.Sejam quais forem as causas que nos dividem,fica claro que a Terra estará aqui daqui milhares ou milhões de anos.A pergunta,a pergunta-chave,a pergunta fundamental-e de certa forma a única pergunta-é: e nós,estaremos?
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